Chloé – o luxo e a sofisticação do prêt-à-porter

Capa do post sobre a Chloé
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Audaciosa, charmosa, feminina, delicada e jovem… Se pudéssemos resumir tudo o que a Chloé significa em alguns adjetivos, creio que esses seriam bastante apropriados. Muito provavelmente você não deve ter visto outdoors com seu nome (e de fato, ela não é nenhuma celebridade).

Mas quem conhece essa marca francesa, sabe que o luxo e sofisticação são seu sobrenome e não abrem mão do bom gosto e requinte que a marca proporciona.

Atualmente, conseguimos ver que ela vem ganhando a admiração de diversas famosas, tornando-se símbolo de uma moda mais jovial, mas que não perde a elegância em seus mínimos detalhes.

Conhecendo a história

Tudo começou em 1952, quando a parisiense Gabrielle Aghion, que nasceu em Alexandria- Egito, dona de uma beleza negra jamais vista, resolveu criar uma estilo que conseguisse representar o “prêt-à-porter de luxo”, de modo que deixassem as mulheres mais soltas, mais libertas e confortáveis dentro de suas vestimentas, algo que não era muito visto naquela época.

Juntou-se com um sócio, o Jacques Lenoir e assim nasceu a Chloé. O nome fora escolhido devido ao forte apelo feminino que a marca tem para com o mesmo público, tornando a comunicação mais fácil, além de ser um nome impactante e fácil de ser pronunciado pelo mundo todo.

A grife entrou no mercado e passou a ser reconhecida por desenvolver de forma impecável o comércio de roupas prontas (ou se você preferir, pode chamar de prêt-à-porter).

Além disso, a própria Gaby, nome carinhoso com que os amigos a chamavam, foi a responsável pela criação de um novo termo que descrevesse, com perfeição, o estilo “luxury prêt-à-porter” (algo como pronta entrega luxuosa, em tradução livre). Lembrando que até este presente momento, a ideia principal da marca era conseguir associar de forma ímpar, a alta costura com o luxo, tudo feito sob medida.

Para que tudo saísse dentro do seu gosto e conforme o planejado, Gaby cuidou de todos os passos de sua primeira coleção feminina, desde o desenvolvimento das peças, passando pela escolha do tecido e até ajudando nos acabamentos finais, pregando botões à mão. Nesse início, também deu o suporte de vendas para que as pessoas conseguissem captar com essência o real significado da marca francesa Chloé.

Desfile de estreia da marca

Depois do seu lançamento no mercado e de sua rápida aceitação pelo público, a marca, em 1956, resolveu fazer o seu primeiro desfile no famosos Café de Flore. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o espaço, ele é um verdadeiro reduto de artistas franceses.

E foi dentro desse cenário maravilhoso que a marca inaugurou sua coleção, trazendo para a passarela roupas delicadamente femininas, que vinham com tecidos finos, que tinham um ar romântico e uma pegada leve, rejeitando todo a formalidade e todo o padrão que até aquele momento, vigorava entre as mulheres na década de 50.

Desde sua criação, a marca sempre conseguiu recrutar jovens estilistas talentosos, como Maxime de la Falaise, Christiana Bailly, Tan Giudicelli, Graziella Fontana, Carlos Rodriguez e Guy Paulin.

Na década de 60, a Chloé fez parte de toda uma geração revolucionária que viria, por fim, definir o que seria o estilo prêt-à-porter dentro da moda francesa. Apostou de forma veemente em roupas que representassem a modernidade e jovialidade, sempre quebrando padrões e libertando um espírito bastante audacioso.

A direção de Karl Lagerfeld

Todo esse espírito jovem e revolucionário fora mantido e aprimorado quando um jovem de 28 anos de idade com o nome de Karl Lagerfeld assumiu a direção criativa da Chloé, no ano de 1966. A revolução começou neste minuto!

Ele conseguiu transformar a marca em um verdadeiro fenômeno mundial, sendo a preferida de muitas celebridades naquela época, como por exemplo, a ex-primeira dama dos Estados Unidos, a Kackie Kennedy. Também entraram para o hall da fama, nomes como Brigitte Bardot, a cantora lírica Maria Callas e a atriz Grace Kelly.

A primeira loja da Chloé

Com o sucesso batendo a porta, seria pouco improvável que a loja não desse mais um passo para conseguir se concretizar dentro do mercado da moda. E assim, ela abriu as portas pela primeira vez, com sua própria loja em 1971, na rua Gribeauval, em Paris. Em 1975, a grife resolveu lançar o seu primeiro perfume dedicado ao público feminino. Foi exatamente durante todo esse período que as blusas no estilo romântico de gaze e as saias longas definiram o guarda-roupas de toda uma geração.

As lojas Chloé levam o seu estilo para a arquitetura
As lojas Chloé levam o seu estilo para a arquitetura

Nos anos 80, mantinham-se as coleções em constante mudança, sempre como forma de reafirmar a capacidade da Chloé ser atemporal, podendo ser usada para qualquer ocasião. O estilista Martine Sitbon contribuiu bastante para esse sucesso.

A aquisição pelo grupo Dunhill Holding

Em 1985, a marca fora adquirida pelo grupo Dunhill Holding, que hoje em dia é conhecido como Richemont e a forma de se comunicar com o mundo expandiu de uma maneira absurda! Os anos 90 foi fundamental para a concretização internacional da marca, tendo sido o ano de grandes lançamentos, como o perfume de maior sucesso, o Narcisse (1992) e também o Innocence (1996).

Contudo, a marca não conseguiu acompanhar os avanços da tecnologia e nem da moda. Passou a ficar com o aspecto mais retrô e perdeu destaque no mercado.

Foi neste momento que ela apostou num novo nome para fazer parte do seu time: Stella McCartney, que assumiu a direção criativa da maison em 1997, reinventando a marca por completo!

Mantinha-se a pegada romântica através do lançamento de uma coleção vintage, que elevou a Chloé para um novo nível de fama. As famosas estampas abacaxi, até o dia de hoje, são fortes dentro do mercado e bastante conhecidas pelo universo da moda, caracterizando pra sempre a história da marca.

Após sua saída, em 2001, Phoebe Philo passou a administrar o comando da linha de criação da Chloé. Assim, ela conseguiu atrair rapidamente o público mais jovem, que estava atrás de peças que imprimisse personalidade e sensualidade. Esse novo estilo adotado por ela chamou a atenção de novas celebridades, como Kirsten Dunst, Lou Doillon e Natalie Portman.

A primeira coleção de sapatos e bolsas

O ano de 2002 foi muito marcante e determinante para a marca. Assim como tudo o que vinha sendo produzido pela marca, os artigos e acessórios caíram no gosto da mulher moderna rapidamente.

O primeiro grande sucesso da marca fora o modelo bolsa Paddington Chloé, que vinha com um inconfundível cadeado, tornando-se alguns anos depois, o verdadeiro símbolo da marca e um case de sucesso de vendas no mundo todo!

No entanto não paramos por aí e a marca acabou lançando diversas novidades, sendo que as bolsas Chloé começaram a ter grande destaque na mídia.

Atraía muito bem o público mais jovem devido a peças como minissaias, tops e shorts curto, sem contar os vestidos e calças que marcaram toda uma geração.

A Chloé sob a direção de Paulo Melim

Em 2006, a direção criativa ficou por conta de ninguém menos que Paulo Melim Andersson e claro que ele trouxe muitas novidades para a marca. Para se ter ideia do tamanho, no ano seguinte, a Chloé foi a primeira marca de luxo a conseguir oferecer a seus usuários uma versão estilizada e moderna no iPhone através de seu e-commerce.

Também conseguiu ampliar o seu repertório, ao fazer parceria com Hannah MacGibbon, para a elaboração de uma linha de perfumes, sendo que ela, posteriormente, ocuparia o cargo de diretora artística da grife. Ela apresentou sua primeira coleção em 2009 e veio para arrasar, apostando de forma definitiva em todas as tonalidades de nude, marcando de maneira exemplar a silhueta feminina, sem deixar vulgar. Foram peças fluidas e elegantes, que encantaram o mundo da moda.

Chloé lança linha de óculos e perfume

Em 2011, Clare Waight-Keller passou a comandar o posto de diretora criativa da grife renomada e assinou não só a criação da coleção feminina, mas também da linha infantil da marca, dos acessórios, dos perfumes, da moda praia, jeans e óculos de sol e grau.

Para quem não conhece a história deste ícone da moda, ela se formou em Moda no Ravensbourne College of Art, que fica em Londres e iniciou sua carreira profissional na Gucci, atuando através da majestosa direção de Tom Ford.

Em 2012, a loja inaugurou sua principal casa para comemorar os 60 anos de história da marca na Rue Saint-Honoré (uma das principais e mais badaladas ruas da França). Além disso, neste ano também lançou uma cápsula que teve como base a utilização de 16 hits da marca, que contaram com criações de diversos estilistas, como a própria Gaby Aghion, Phoebe Philo, Karls Lagerfeld, Hannah MacGibbon e Stella McCartney.

No ano de 2014, a marca lançou oficialmente o seu perfume Roses Chloé, que tinham suas notas inspiradas nos perfumes das rosas.

A Chloé pelo mundo

Como nós dissemos, a Chloé é nome que nos vem à cabeça quando falamos sobre estilo prêt-à-porter. Ao todo, a marca possui mais de 120 lojas espalhadas e comercializadas pelos mais diversos do mundo: Londres, Paris, Hong Kong, Tóquio, Los Angeles, Marbella, Las Vegas, Nova York e Dubai.

Tudo isso sem contar sua forte presença em lojas de departamento, como a Bloomingdale’s, Harrods, Neiman MArcus, Selfridges, Harvey Nichols e Bon Marché.

Cerca de 40% da receita bruta que é gerada para a marca vem da comercialização de seus produtos na Europa, 25% vem dos Estados Unidos.

Curiosidades sobre a Chloé

  • Se acordo com o Francês, o É que tem no final do nome da marca “Chloé” não deve ser pronunciado de forma aberta, como nós falamos, mas sim, como Ê. A forma certa de pronunciar seria Clo-ê.
  • Em 2013, com 92 anos de idade, Gaby Aghion compareceu a uma grande homenagem, pessoalmente. A intenção da cerimônia era condecorá-la como a Cavaleira da Legião da Honra da França, sendo cedida pelo ministro da cultura. Nesse momento, podemos perceber que ela sai do tradicional e entrou no hall exclusivo de ícones da moda, onde seu nome irá perdurar por muitos anos!
  • Chloé significa vem do grego e significa “Folhagem Nova”. Indica ambição, disciplina e perseverança, além de ser um nome tipicamente feminino.
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